Que toda a guerra é estúpida, isso já é sabido. Pouco ou quase nada se pode acrescentar ou dizer sobre esta, por enquanto, última e mais recente beligerância entre palestinos e israelenses na ainda denominada Faixa de Gaza que, diante da intransigência israelense bem poderia ter outro nome.
O que se ouve e vê são mães e pais, parentes e amigos chorando a morte de seus filhos, seus queridos, quer combatentes ou inocentes. Todos são vítimas e aí pouco importa se a bandeira a cobrir o inerte corpo sem vida tem uma estrela azul ou três faixas coloridas.
Sobram lágrimas onde faltou a razão. Mas dizem que a guerra, que toda a guerra é assim mesmo, irracional desde a sua concepção; então nesta não há nada de novo é tudo igual, tudo explosivo, sanguinolento, bárbaro, desumano.
Os que marcham sob a égide do lábaro da estrela de seis pontas, para horror e vergonha deles próprios, transformam, a cada dia, a Faixa de Gaza na versão século 21 do Gueto de Varsóvia.
A história tem disso: é cíclica, tem eras, anos... ela se repete.