Já faz mais de um mês que escrevi sobre um muro, um abismo e uma ponte. Ontem comecei a construir a ponte por sobre o abismo.
Como estou me sentindo? Assustado e feliz. Sou ao mesmo tempo uma mistura de arquiteto visionário, engenheiro cético, pedreiro dedicado. Vejo a ponte perfeita, acho que ela pode ficar perfeita, trabalho para que ela fique perfeita.
É tudo confuso demais, novidade demais; é exercício de confiança, de perdão.
Hoje o dia está diferente. Deve ser a ponte!
Aqui coloco fragmentos de idéias, instantes, momentos, pensamentos. Sinta-se à vontade para comentar, discutir, concordar e discordar. Esta é uma arena pública aonde todos são bem-vindos. Coloque-se confortavelmente instalado em frente a tela do seu computador e deixe que seus olhos e cérebro trabalhem enquanto tua mente passeia no universo das palavras. Forte abraço, O Autor
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segunda-feira, 5 de maio de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
PONTE SOBRE O ABISMO
Estes dias não sei se por conta da conjunção pseudo-cósmica-lunar ou por não ter dormido bem, o fato é que passei e ainda estou passando uns dias curtindo um desânimo, um acabrunhamento, uma preguiça e uma letargia incríveis. Tudo parece sem graça, sem vida, rotineiro demais, burocrático demais, maçante ao extremo, chato mesmo.
Estando eu assim ainda tive a não satisfatória, mas nem por isso menos inusitada aparição de uma pessoa outrora conhecida. Sei que não é bom ter sentimentos negativos contra ninguém mas esta pessoa não me faz lembrar boas coisas e como não tivemos maturidade suficiente para sentar, conversar e resolver como adultos, como agimos feito criança, acabamos por construir um imenso muro e cavar um vale profundo entre nós.
Neste cenário e clima eu comecei a pensar e refletir e tentar entender como é que uma coisa assim pôde acontecer: ontem, próximos, hoje distantes; ontem carinhos, hoje espinhos...
O último contato foi impessoal, virtual, agressivo e assim foram os derradeiros momentos de proximidade e a cada um destes encontros colocávamos um tijolo a mais no muro e tirávamos uma pá a mais de terra. Cada vez mais isolados, cercados por um muro que para defender tornou-se isolante, muro este selado com a argamassa da apatia, descaso, ressentimento e muita mágoa.
Será que um dia muro e vale deixarão de existir? Eu faço votos que sim.
Sei muito bem que mais do que votos tenho que buscar construir ponte por sobre o abismo com os tijolos do muro que fiz em torno de mim.
Estando eu assim ainda tive a não satisfatória, mas nem por isso menos inusitada aparição de uma pessoa outrora conhecida. Sei que não é bom ter sentimentos negativos contra ninguém mas esta pessoa não me faz lembrar boas coisas e como não tivemos maturidade suficiente para sentar, conversar e resolver como adultos, como agimos feito criança, acabamos por construir um imenso muro e cavar um vale profundo entre nós.
Neste cenário e clima eu comecei a pensar e refletir e tentar entender como é que uma coisa assim pôde acontecer: ontem, próximos, hoje distantes; ontem carinhos, hoje espinhos...
O último contato foi impessoal, virtual, agressivo e assim foram os derradeiros momentos de proximidade e a cada um destes encontros colocávamos um tijolo a mais no muro e tirávamos uma pá a mais de terra. Cada vez mais isolados, cercados por um muro que para defender tornou-se isolante, muro este selado com a argamassa da apatia, descaso, ressentimento e muita mágoa.
Será que um dia muro e vale deixarão de existir? Eu faço votos que sim.
Sei muito bem que mais do que votos tenho que buscar construir ponte por sobre o abismo com os tijolos do muro que fiz em torno de mim.
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