Uma rua, uma casa simples, uma mãe, um menino e o vento.
Ele não conseguia entender o motivo de tanta agitação. Era época de festas mas nas ruas o constante vai e vem das pessoas indicava que algo diferente estava acontecendo.
De súbito um homem esbaforido e agitado aparece na esquina gritando e apontando nervosamente para o outro lado da rua.
Assustado com os gritos do homem, o menino corre para se esconder entre as pernas de sua mãe que, em pé, parece não acreditar no que seus olhos vêem. Rapidamente ela encobre com um lenço os olhos do seu assustado filho a fim de poupá-lo da cena que começa a se desenrolar na esquina da rua de sua casa.
Um grupo de pessoas visivelmente alteradas dirige palavras grosseiras para dois homens maltrapilhos que tem seus braços amarrados a grossas traves de madeira que carregam sobre os ombros. A dor das costas esfoladas por açoites não os impedem de, enquanto caminham, proferirem impropérios e maldições.
Tão rapidamente como surgiram na esquina, este alvoroço de gente segue seu caminho deixando para trás um menino ainda escondido atrás de sua bondosa mãe que esta na porta de sua casa simples em uma rua empoeirada. O vento se encarrega de levar para longe a poeira e o som das vozes dissonantes.
No silencio que se seguiu a mãe sente o filho a puxar-lhe o braço. Ela então se abaixa e ouve a seguinte pergunta:
- Mãe, quem era estes homens com a madeira nas costas?
A mãe responde:
- Estes são homens maus, que fizeram coisas muito ruins e por isso merecem morrer.
O menino então arregala bem os olhos, como que tomado de surpresa com a objetividade da resposta da mãe e exclama:
- Noooossa!!
A intimidade da conversa entre mãe e filho é então interrompida quando uma mulher, com a cabeça coberta por um véu e chorando profundamente, como a lamentar a própria sorte, passa correndo pela rua e diz:
- Ai vem Ele! Ai vem Ele!
Uma multidão de gente, homens e mulheres, de todas as idades, visivelmente alterados e enraivecidos, cercam e acompanham um homem que vai no meio deles cercado por uma escolta de soldados que pouco faz para o proteger da turba que, tomada por frenético êxtase e cruel frenesi, dirige palavras de ordem, fazem gracejos, acusações e vociferam toda a sorte de imprecações e maldições para o prisioneiro.
A mãe, mais uma vez, cobre o rosto do filho para que este não veja a abjeta cena de crueldade e desamor, mas o menino consegue se desvencilhar dos cuidados da mãe e se aproxima o máximo que pode da multidão e se estica todo para ver o homem que empurrado, chutado e cuspido pela massa de gente ensandecida, a passos trôpegos caminha em profundo silêncio. Nada diz. Nada responde. Mantém em sua aparência um ar da mais profunda serenidade mesmo diante da truculência com que é tratado pelos que o cercam.
Ele tem o rosto marcado e inchado de tantos socos e tapas. Na sua cabeça profundos cortes fazem fluir sangue que lava o rosto já desfigurado. As costas e os ombros estão com vários cortes profundos dos quais pendem pedaços de pele de músculo atestando ter o réu sido severamente açoitado.
Diferentemente dos dois primeiros, este carrega uma cruz inteira. Ela parece ser pesada demais. Os pés do acusado param. As pernas tremem. A turba raivosamente grita ainda mais. As profundas feridas nos ombros causam lancinante dor. Sente o peso da cruz. Cai.
Seu rosto ferido, suado e ensangüentado se mistura a poeira levantada pelos muitos pés que o seguem. Ninguém o consola, não há mão alguma que o ampare. Enquanto tenta se levantar sente-lhe arder as costas. É novamente açoitado. Todo o seu corpo treme de dor. Faltam-lhe as forças. Ele respira profundamente. Trêmulo, consegue ficar em pé. A cruz é jogada sobre os ombros e ele então retoma o caminho, lentamente dobra a esquina e segue... para a morte.
Em pé, assustado, olhos bem abertos, o menino passa a mão no rosto para tirar a poeira, esfrega as mãos na roupa e então vira-se para sua mãe e pergunta:
- E este mamãe, o que ele fez para merecer morrer?
A mãe, com lágrimas nos olhos, responde:
- Este, meu filho. Este nos amou primeiro.
BOA PÁSCOA!
Aqui coloco fragmentos de idéias, instantes, momentos, pensamentos. Sinta-se à vontade para comentar, discutir, concordar e discordar. Esta é uma arena pública aonde todos são bem-vindos. Coloque-se confortavelmente instalado em frente a tela do seu computador e deixe que seus olhos e cérebro trabalhem enquanto tua mente passeia no universo das palavras. Forte abraço, O Autor
Mostrando postagens com marcador Espiritualidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Espiritualidade. Mostrar todas as postagens
sábado, 27 de março de 2010
sábado, 2 de maio de 2009
NEM TÃO PESADA ASSIM
Um amigo de longe, enviou um email com algumas imagens e imagens contam história e esta era mais ou menos assim...
Conta-se a história de um homem, mas poderia também ser uma mulher, sobre quem foi posta uma pesada cruz feita de madeira e, depois de posta por sobre os ombros o homem recebeu orientação de que caminhasse pela estrada que à sua frente estava.
Ao dar os primeiros passos pelo caminho o homem percebeu que não estava sozinho e que outras pessoas, homens, mulheres e também crianças, caminhavam ao lado dele e cada um tinha também posta sobre os ombros, cruz. Entretanto, quanto mais caminhava, mais o homem sentia o peso da carga. Ele atônito olhava ao redor para ver se alguém poderia ajudá-lo a carregar a sua cruz ou ainda para ver se alguém, assim como ele, estava sentindo o pesar do fardo; não encontrando quem o pudesse ajudar, parou de caminhar, depositou sua cruz ao solo e erguendo a voz ao céu disse: “Senhor, esta cruz é muito pesada, posso serrar um pedaço dela?”. O Senhor tentou dissuadi-lo desta vontade, mas foi em vão; então carinhosamente, permitiu que o homem serrasse um pedaço da cruz afim de torná-la mais leve. E o homem serrou um pedaço de sua cruz.
Voltou então a caminhar mais disposto e feliz. Entretanto, conforme a continuava a caminhar pela estrada, a cruz então parecia ser, outra vez, pesada demais e mais uma vez parou, deitou a cruz no caminho, reclamou do peso que carregava e serrou mais um pedaço. Agora sim, tomou a cruz nos ombros e continuou a andar. O caminho não mais parecia penoso e nem o fardo demasiadamente pesado.
Mais alguns passos e então o homem se deparou com uma fenda profunda e larga no meio do caminho. Surpreso e atônito procurou um atalho para que pudesse desviar da fenda no caminho e continuar sua jornada, mas em vão. Foi então que ele percebeu como as outras pessoas estavam transpondo a fenda. Elas deitavam, cada uma a sua própria cruz por sobre o abismo e esta servia-lhes como ponte afim de transporem o abismo.
O homem agora tomado de tristeza e remorso percebe que a cruz que lhe foi posta nos ombros, no começo da estrada, era na medida exata para que ele pudesse atravessar o abismo. E fim da história.
Talvez você esteja vivendo algum momento que possa parecer ser pesado demais. Eu estou vivendo um momento que me parece ser pesado demais, mas tenho a certeza de que o que hoje parece ser demais há de fazer de mim uma pessoa melhor, há de fazer por mim coisas incríveis e há de ser para mim, ponte.
Obrigado amigo Paulo pelo email.
Conta-se a história de um homem, mas poderia também ser uma mulher, sobre quem foi posta uma pesada cruz feita de madeira e, depois de posta por sobre os ombros o homem recebeu orientação de que caminhasse pela estrada que à sua frente estava.
Ao dar os primeiros passos pelo caminho o homem percebeu que não estava sozinho e que outras pessoas, homens, mulheres e também crianças, caminhavam ao lado dele e cada um tinha também posta sobre os ombros, cruz. Entretanto, quanto mais caminhava, mais o homem sentia o peso da carga. Ele atônito olhava ao redor para ver se alguém poderia ajudá-lo a carregar a sua cruz ou ainda para ver se alguém, assim como ele, estava sentindo o pesar do fardo; não encontrando quem o pudesse ajudar, parou de caminhar, depositou sua cruz ao solo e erguendo a voz ao céu disse: “Senhor, esta cruz é muito pesada, posso serrar um pedaço dela?”. O Senhor tentou dissuadi-lo desta vontade, mas foi em vão; então carinhosamente, permitiu que o homem serrasse um pedaço da cruz afim de torná-la mais leve. E o homem serrou um pedaço de sua cruz.
Voltou então a caminhar mais disposto e feliz. Entretanto, conforme a continuava a caminhar pela estrada, a cruz então parecia ser, outra vez, pesada demais e mais uma vez parou, deitou a cruz no caminho, reclamou do peso que carregava e serrou mais um pedaço. Agora sim, tomou a cruz nos ombros e continuou a andar. O caminho não mais parecia penoso e nem o fardo demasiadamente pesado.
Mais alguns passos e então o homem se deparou com uma fenda profunda e larga no meio do caminho. Surpreso e atônito procurou um atalho para que pudesse desviar da fenda no caminho e continuar sua jornada, mas em vão. Foi então que ele percebeu como as outras pessoas estavam transpondo a fenda. Elas deitavam, cada uma a sua própria cruz por sobre o abismo e esta servia-lhes como ponte afim de transporem o abismo.
O homem agora tomado de tristeza e remorso percebe que a cruz que lhe foi posta nos ombros, no começo da estrada, era na medida exata para que ele pudesse atravessar o abismo. E fim da história.
Talvez você esteja vivendo algum momento que possa parecer ser pesado demais. Eu estou vivendo um momento que me parece ser pesado demais, mas tenho a certeza de que o que hoje parece ser demais há de fazer de mim uma pessoa melhor, há de fazer por mim coisas incríveis e há de ser para mim, ponte.
Obrigado amigo Paulo pelo email.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
PRIMEIRA-PRIMEIRA SEMANA
Quando existe mudança de ambiente ou quando os fatores ao redor sofrem alteração é necessário, assim dizem os especialistas, de algum tempo para que o organismo possa adaptar-se às novas condições.
Vemos este princípio, o da adaptabilidade, em várias áreas de nossa vida. Quando mudamos de emprego, quando começamos a namorar, quando terminamos o namoro, quando nasce um filho, quando um amigo ou parente morre, quando viajamos, quando saímos de um ambiente gelado para um ambiente mais quente, enfim, em vários momentos e a todo o instante somos levados a condições que requerem de nós adaptação.
Deus, que é sábio por essência e natureza, quando fez este mundo utilizou-se do princípio da adaptabilidade, por isso fez o mundo em sete dias para que a terra e as coisas criadas pudessem e tivessem tempo de adaptação umas às outras.
Eu estou em adaptação. Mudei de cidade, trabalho, casa e ritmo. Agora moro em uma pequena, pacata e típica cidade interiorana no estado de São Paulo. Estou me permitindo ter minha semana, meus sete dias de criação ou melhor, de recriação, quer dizer, de adaptação à tudo que é e está novo ao meu redor.
Primeiro dia: “Haja luz...” Cheguei na sexta-feira, tarde da noite e o primeiro dia da minha primeira semana foi o sábado. Não posso pensar em melhor condição para começar algo novo do que buscar “luz” junto à fonte de toda a “luz” e “iluminação” já no meu primeiro dia da minha primeira semana aqui nesta cidade. Fui à igreja encontrar-me com o Autor de toda a “luminosidade”, Deus, e também agradecer pela recriação em mim.
Segundo dia: “Ajuntem-se as águas...” O domingo foi de águas e águas e muita água, na modalidade chuva e muita e persistente; não do tipo chuva forte, mas chuva paulistana, a tal da garoa fina e insistente... o dia todo assim: cinza, gelado, úmido, molhado e eu em casa arrumando caixas, malas... tranquilão da vida.
Terceiro dia: “Produza plantas e árvores...” É segunda-feira e comecei a produzir ‘frutos’ e ‘sementes’. O novo trabalho é desafiador e empolgante ao mesmo tempo. Neste solo desconhecido tenho excelente orientação e se com afinco e dedicação fizer o trabalho que me foi confiado, certamente teremos ótimos frutos. A terra é boa... “em se plantando, tudo dá.”
Quarto dia: “Haja luzeiros...” É terça-feira e cada dia estou mais habituado ao ritmo desta cidade. Hoje, na hora do almoço, investi mais tempo com o meu nada modesto prato de comida; comi devagar, sem pressa, sem a agitação da cidade grande a empurrar comida goela abaixo. Calmamente levantei da mesa, paguei a conta (aqui comer fora é muito caro!) e fui caminhar e vi uma praça e o sol convidava e eu sentei no banco da praça como fazem os daqui e observei o ir e vir, no tempo peculiar desta gente que a cada dia vou tornando-me igual. Aqui as 24 horas do dia são suficientes, dia e noite, noite e dia.
Quinto dia: “Povoem o mar e os ares...” No dia de hoje devo ter a percepção, os sentidos aguçados para entender que minha melhor adaptação vai depender do quão alto e quão profundo quero envolver-me no ritmo local. Não entenda que me tornei passivo para com tudo e todos e que aqui estou acomodado, resignado como se placidamente a vida deva fluir. Sei que aqui estou por pelo menos um motivo especial então, por este ou estes motivos especiais, conforme me forem sendo revelados, irei ao mais alto céu ou ao mais profundo mar para executar aquilo que me é proposto, requerido.
Sexto dia: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança...” É tempo de entender, ver e perceber que sou igual aos moradores daqui. Se ainda acho alguns usos e costumes diferentes ou estranhos, devo ter a certeza que tenho uma cidade toda me achando diferente e estranho... afinal, quem é esta figura que sempre, por volta do meio-dia, senta-se no banco da praça e escreve, escreve, escreve?
Sétimo dia: “Descansou...” Hoje deveria ser um dia de cansaço, fadiga, um dia que demora a passar; deveria, mas não é! Não que eu não tenha responsabilidades, atribuições e tarefas a cumprir, até as tenho, mas há uma diferença; há uma semana inteira de um ritmo menos estressante, de mais qualidade de vida, de observar o canto das aves e o céu estrelado e ficar maravilhado pelo simples fato de ainda haver beleza na natureza.
A maravilha da criação divina é que, para toda situação humana, o princípio básico revelado nos primeiros atos do Criador, a saber, da adaptabilidade, é eficiente e eficaz.
Minha primeira semana se foi. Amanhã começa outra semana. A segunda? Talvez. Eu prefiro chamar de primeira-segunda semana...
E vi que era tudo muito bom!
Vemos este princípio, o da adaptabilidade, em várias áreas de nossa vida. Quando mudamos de emprego, quando começamos a namorar, quando terminamos o namoro, quando nasce um filho, quando um amigo ou parente morre, quando viajamos, quando saímos de um ambiente gelado para um ambiente mais quente, enfim, em vários momentos e a todo o instante somos levados a condições que requerem de nós adaptação.
Deus, que é sábio por essência e natureza, quando fez este mundo utilizou-se do princípio da adaptabilidade, por isso fez o mundo em sete dias para que a terra e as coisas criadas pudessem e tivessem tempo de adaptação umas às outras.
Eu estou em adaptação. Mudei de cidade, trabalho, casa e ritmo. Agora moro em uma pequena, pacata e típica cidade interiorana no estado de São Paulo. Estou me permitindo ter minha semana, meus sete dias de criação ou melhor, de recriação, quer dizer, de adaptação à tudo que é e está novo ao meu redor.
Primeiro dia: “Haja luz...” Cheguei na sexta-feira, tarde da noite e o primeiro dia da minha primeira semana foi o sábado. Não posso pensar em melhor condição para começar algo novo do que buscar “luz” junto à fonte de toda a “luz” e “iluminação” já no meu primeiro dia da minha primeira semana aqui nesta cidade. Fui à igreja encontrar-me com o Autor de toda a “luminosidade”, Deus, e também agradecer pela recriação em mim.
Segundo dia: “Ajuntem-se as águas...” O domingo foi de águas e águas e muita água, na modalidade chuva e muita e persistente; não do tipo chuva forte, mas chuva paulistana, a tal da garoa fina e insistente... o dia todo assim: cinza, gelado, úmido, molhado e eu em casa arrumando caixas, malas... tranquilão da vida.
Terceiro dia: “Produza plantas e árvores...” É segunda-feira e comecei a produzir ‘frutos’ e ‘sementes’. O novo trabalho é desafiador e empolgante ao mesmo tempo. Neste solo desconhecido tenho excelente orientação e se com afinco e dedicação fizer o trabalho que me foi confiado, certamente teremos ótimos frutos. A terra é boa... “em se plantando, tudo dá.”
Quarto dia: “Haja luzeiros...” É terça-feira e cada dia estou mais habituado ao ritmo desta cidade. Hoje, na hora do almoço, investi mais tempo com o meu nada modesto prato de comida; comi devagar, sem pressa, sem a agitação da cidade grande a empurrar comida goela abaixo. Calmamente levantei da mesa, paguei a conta (aqui comer fora é muito caro!) e fui caminhar e vi uma praça e o sol convidava e eu sentei no banco da praça como fazem os daqui e observei o ir e vir, no tempo peculiar desta gente que a cada dia vou tornando-me igual. Aqui as 24 horas do dia são suficientes, dia e noite, noite e dia.
Quinto dia: “Povoem o mar e os ares...” No dia de hoje devo ter a percepção, os sentidos aguçados para entender que minha melhor adaptação vai depender do quão alto e quão profundo quero envolver-me no ritmo local. Não entenda que me tornei passivo para com tudo e todos e que aqui estou acomodado, resignado como se placidamente a vida deva fluir. Sei que aqui estou por pelo menos um motivo especial então, por este ou estes motivos especiais, conforme me forem sendo revelados, irei ao mais alto céu ou ao mais profundo mar para executar aquilo que me é proposto, requerido.
Sexto dia: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança...” É tempo de entender, ver e perceber que sou igual aos moradores daqui. Se ainda acho alguns usos e costumes diferentes ou estranhos, devo ter a certeza que tenho uma cidade toda me achando diferente e estranho... afinal, quem é esta figura que sempre, por volta do meio-dia, senta-se no banco da praça e escreve, escreve, escreve?
Sétimo dia: “Descansou...” Hoje deveria ser um dia de cansaço, fadiga, um dia que demora a passar; deveria, mas não é! Não que eu não tenha responsabilidades, atribuições e tarefas a cumprir, até as tenho, mas há uma diferença; há uma semana inteira de um ritmo menos estressante, de mais qualidade de vida, de observar o canto das aves e o céu estrelado e ficar maravilhado pelo simples fato de ainda haver beleza na natureza.
A maravilha da criação divina é que, para toda situação humana, o princípio básico revelado nos primeiros atos do Criador, a saber, da adaptabilidade, é eficiente e eficaz.
Minha primeira semana se foi. Amanhã começa outra semana. A segunda? Talvez. Eu prefiro chamar de primeira-segunda semana...
E vi que era tudo muito bom!
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
VIDA, CAMINHO E FÉ
Estou de malas prontas
Sorriso no rosto.
Se deixo saudades é porque levo você comigo.
Não sou de despedidas, sou de boas-vindas.
Minha alma está leve.
Meu caminho é meu Deus quem faz
Meu coração... em paz!
Sorriso no rosto.
Se deixo saudades é porque levo você comigo.
Não sou de despedidas, sou de boas-vindas.
Minha alma está leve.
Meu caminho é meu Deus quem faz
Meu coração... em paz!
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
BUUMMM!! BIG BANG
Esta semana que se finda foi cenário para um experimento científico que pretendia reproduzir a explosão inicial que, de acordo com alguns, teria dado origem ao Universo, o Big Bang.
Física nunca foi o meu ponto forte então vou deixar a explicação físico-nuclear-científica de lado e ir direto ao ponto inicial, ou final, de fato.
Não quero fazer pouco caso da crença ou descrença de alguns, mas pensar que tal experimento traria o fim do mundo é, no mínimo, ingenuidade. Este mundo como o conhecemos, é certo que caminha para um fim – até mesmo os céticos já atestam e afirmam a proximidade do que chamam de colapso mundial – mas amados leitores e leitoras, não será uma explosão cósmica, natural ou provocada que há de pôr fim ao que até hoje conhecemos como vida terrestre.
Quem estiver curioso em como este mundinho-mundão terá seu epílogo, recorra à Bíblia. (vide Mateus capítulo 24).
Este é o início...
Fim!
Física nunca foi o meu ponto forte então vou deixar a explicação físico-nuclear-científica de lado e ir direto ao ponto inicial, ou final, de fato.
Não quero fazer pouco caso da crença ou descrença de alguns, mas pensar que tal experimento traria o fim do mundo é, no mínimo, ingenuidade. Este mundo como o conhecemos, é certo que caminha para um fim – até mesmo os céticos já atestam e afirmam a proximidade do que chamam de colapso mundial – mas amados leitores e leitoras, não será uma explosão cósmica, natural ou provocada que há de pôr fim ao que até hoje conhecemos como vida terrestre.
Quem estiver curioso em como este mundinho-mundão terá seu epílogo, recorra à Bíblia. (vide Mateus capítulo 24).
Este é o início...
Fim!
sexta-feira, 11 de julho de 2008
A ESPERA DE UM MILAGRE
Tudo parecia sem perspectiva na vida de Tiago*, ou melhor dizendo, nada parecia. Tudo já havia desaparecido: a saúde, o trabalho, o dinheiro, os amigos, a família e até a esperança, que muitos dizem ser a última a nos abandonar em momentos difíceis, até ela também já estava de malas prontas, pronta para partir e com ela levar Tiago ou o que havia sobrado dele depois de sofrer por muito tempo em virtude de uma grave enfermidade.
Os especialistas, médicos, doutores e outros tantos senhores e mestres das ciências médicas e também alguns psicólogos, psiquiatras e terapeutas davam o caso de Tiago como sem solução, um daqueles pacientes para quem os doutores dizem que somente um milagre, e dos grandes, poderia ajudá-lo. Esta era toda a perspectiva e esperança para ele: esperança de milagre.
Tiago passa então dias, semanas, meses e anos esperando que um evento, que algo inusitado, único e diferente aconteça... o tal do "milagre" que os doutores informaram ser sua única esperança. Mas os anos foram se sucedendo e o "milagre" não veio. Nenhum sinal cósmico ou sobrenatural aconteceu. Assim eram os dias e as noites para Tiago, tudo comum, tudo o mesmo.
Foi então que aconteceu que Tiago ouviu falar de um homem-visitante que estava bem perto de onde ele morava e este alguém falava de algo novo, de uma novidade de vida, de uma vida nova, de cura. Do mais profundo de seu coração reapareceu a vontade de tentar, ainda que pela última vez, falar com este homem-visitante, afinal, para quem já não tem esperança, o que custa tentar mais uma vez?
O encontro aconteceu e Tiago ficou perplexo quando percebeu que de sobrenatural nada havia neste homem-visitante. Era ele um tipo bem comum. Mas pela primeira vez, depois de muitos anos, havia algo de diferente neste encontro e não era o lugar, não era o dia, não eram as pessoas ao redor... a diferença estava no visitante, na pessoa que parou para falar com Tiago.
O homem-visitante então, no meio da conversa, perguntou o que é que Tiago mais gostaria que acontecesse em sua vida. Então, prontamente, Tiago respondeu que o que ele mais gostaria que acontecesse era que ele pudesse sentir-se bem outravez e antes mesmo de Tiago terminar a frase, antes mesmo que ele pudesse sentir alguma coisa diferente, sobrenatural ou cósmica, ficou em pé e percebeu que sua paralisia não mais se manifestava.
O céu não ficou escuro, não houve trovões nem relâmpagos, nem terremoto, nem som de trombeta, nem nenhum espetáculo pirotécnico anunciando a proximidade ou a realização do milagre a tanto tempo esperado. Muito pelo contrário, o homem visitante falou e Tiago correspondeu, creu e suas pernas reviveram.
Eu espero milagres, isso mesmo, no plural, milagres, mais do que um; sei que você também espera pelo menos por um milagre em sua vida. Talvez trabalho, saúde, finanças, família, relacionamentos... são algumas áreas para as quais queremos milagres. Esperamos milagres e, se possível, que antes que aconteçam, algo sobrenatural nos avise que eles estão para acontecer. Contudo, se analisarmos a história de como o Homem-visitante, quando esteve neste mundo, fez seus milagres, não teremos nenhum soltar de fogos a anunciar que um milagre iria acontecer.
Crer que acontecimentos especiais, milagres, acontecem e existem é fácil quando vemos ou sentimos antes seus efeitos. As vezes queremos sentir antes para termos a certeza de que o que esperamos vai nos ser concedido ou vai acontecer conforme achamos que deva acontecer. Milagre é esperar, confiar, acreditar naquilo que ainda não recebemos, não vimos mas que sabemos será feito por nós e ou em nós antes mesmo que aconteça. É milagre e é fé.
O milagre que você espera acontece neste momento na sua vida e você ai parado, paralisado. Diz ai: você tá ai parado esperando o quê? Sentir um comichão, um arrepio, ouvir um som forte, brilhar uma estrela sobre sua cabeça? Só se tudo isso acontecer, e algumas vezes pedimos outros tantos sinais, é então que você e eu vamos começar a acreditar que milagres acontecem??
Tiago não esperou ouvir nada disso, nem brilho, nem som, nem nada de nada. O Homem-visitante falou e ele já experimentou a certeza de que algo iria acontecer, algo iria mudar e viveu o milagre antes mesmo que ele acontecesse em sua vida. Ficou em pé, ainda sem sentir as pernas fortes para depois perceber que suas pernas não mais eram mirradas e sem vida, mas sim fortes o suficiente para por o seu corpo em pé e conduzí-lo para onde ele quisesse e pudesse ir.
Não espere ouvir, ver, sentir nada de especial relativo ao milagre na tua vida. Viva o milagre antes mesmo que ele exista. Confie no Homem-visitante e quando Ele falar, fique em pé ainda que suas pernas tremam e seu corpo balance querendo cair... Ele te ajuda a levantar-se! Confie!!
* nome fictício
Texto baseado na palestra de Ranieri Salles
Os especialistas, médicos, doutores e outros tantos senhores e mestres das ciências médicas e também alguns psicólogos, psiquiatras e terapeutas davam o caso de Tiago como sem solução, um daqueles pacientes para quem os doutores dizem que somente um milagre, e dos grandes, poderia ajudá-lo. Esta era toda a perspectiva e esperança para ele: esperança de milagre.
Tiago passa então dias, semanas, meses e anos esperando que um evento, que algo inusitado, único e diferente aconteça... o tal do "milagre" que os doutores informaram ser sua única esperança. Mas os anos foram se sucedendo e o "milagre" não veio. Nenhum sinal cósmico ou sobrenatural aconteceu. Assim eram os dias e as noites para Tiago, tudo comum, tudo o mesmo.
Foi então que aconteceu que Tiago ouviu falar de um homem-visitante que estava bem perto de onde ele morava e este alguém falava de algo novo, de uma novidade de vida, de uma vida nova, de cura. Do mais profundo de seu coração reapareceu a vontade de tentar, ainda que pela última vez, falar com este homem-visitante, afinal, para quem já não tem esperança, o que custa tentar mais uma vez?
O encontro aconteceu e Tiago ficou perplexo quando percebeu que de sobrenatural nada havia neste homem-visitante. Era ele um tipo bem comum. Mas pela primeira vez, depois de muitos anos, havia algo de diferente neste encontro e não era o lugar, não era o dia, não eram as pessoas ao redor... a diferença estava no visitante, na pessoa que parou para falar com Tiago.
O homem-visitante então, no meio da conversa, perguntou o que é que Tiago mais gostaria que acontecesse em sua vida. Então, prontamente, Tiago respondeu que o que ele mais gostaria que acontecesse era que ele pudesse sentir-se bem outravez e antes mesmo de Tiago terminar a frase, antes mesmo que ele pudesse sentir alguma coisa diferente, sobrenatural ou cósmica, ficou em pé e percebeu que sua paralisia não mais se manifestava.
O céu não ficou escuro, não houve trovões nem relâmpagos, nem terremoto, nem som de trombeta, nem nenhum espetáculo pirotécnico anunciando a proximidade ou a realização do milagre a tanto tempo esperado. Muito pelo contrário, o homem visitante falou e Tiago correspondeu, creu e suas pernas reviveram.
Eu espero milagres, isso mesmo, no plural, milagres, mais do que um; sei que você também espera pelo menos por um milagre em sua vida. Talvez trabalho, saúde, finanças, família, relacionamentos... são algumas áreas para as quais queremos milagres. Esperamos milagres e, se possível, que antes que aconteçam, algo sobrenatural nos avise que eles estão para acontecer. Contudo, se analisarmos a história de como o Homem-visitante, quando esteve neste mundo, fez seus milagres, não teremos nenhum soltar de fogos a anunciar que um milagre iria acontecer.
Crer que acontecimentos especiais, milagres, acontecem e existem é fácil quando vemos ou sentimos antes seus efeitos. As vezes queremos sentir antes para termos a certeza de que o que esperamos vai nos ser concedido ou vai acontecer conforme achamos que deva acontecer. Milagre é esperar, confiar, acreditar naquilo que ainda não recebemos, não vimos mas que sabemos será feito por nós e ou em nós antes mesmo que aconteça. É milagre e é fé.
O milagre que você espera acontece neste momento na sua vida e você ai parado, paralisado. Diz ai: você tá ai parado esperando o quê? Sentir um comichão, um arrepio, ouvir um som forte, brilhar uma estrela sobre sua cabeça? Só se tudo isso acontecer, e algumas vezes pedimos outros tantos sinais, é então que você e eu vamos começar a acreditar que milagres acontecem??
Tiago não esperou ouvir nada disso, nem brilho, nem som, nem nada de nada. O Homem-visitante falou e ele já experimentou a certeza de que algo iria acontecer, algo iria mudar e viveu o milagre antes mesmo que ele acontecesse em sua vida. Ficou em pé, ainda sem sentir as pernas fortes para depois perceber que suas pernas não mais eram mirradas e sem vida, mas sim fortes o suficiente para por o seu corpo em pé e conduzí-lo para onde ele quisesse e pudesse ir.
Não espere ouvir, ver, sentir nada de especial relativo ao milagre na tua vida. Viva o milagre antes mesmo que ele exista. Confie no Homem-visitante e quando Ele falar, fique em pé ainda que suas pernas tremam e seu corpo balance querendo cair... Ele te ajuda a levantar-se! Confie!!
* nome fictício
Texto baseado na palestra de Ranieri Salles
quarta-feira, 9 de julho de 2008
DO TEU PROBLEMA, EU CUIDO
Você já teve a coragem de dizer a frase acima para alguém?
Se já disse, meus parabéns! Você por certo entende e sabe traduzir em ação o mais nobre dos sentimentos, a saber, o amor. Este sentimento que quando é verdadeiro, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Mas para que este sentir seja autêntico, justo, fiel é preciso vir da única fonte plena dele, Deus, pois este não só sente amor, é a própria definição da palavra.
Para que haja amor é preciso que pelo menos quatro características essênciais sejam atendidas de forma conjunta, se uma delas faltar já não haverá amor de verdade. É preciso que haja cuidado, pois quem ama cuida. É preciso que haja respeito, pois quem ama respeita. É preciso que haja responsabilidade, pois quem ama se responsabiliza. É preciso que haja conhecimento, pois quem ama conhece.
Como posso ousar dizer que amo se não cuido, não tenho respeito, não me responsabilizo e tão pouco conheço? Se só cuido mas não respeito, não amo. Se respeito mas não conheço, não amo. Se conheço mas não me responsabilizo, não amo. Se tenho três características amáveis, digamos assim, mas me falta uma, não amo. Ter quase todas mas faltar uma é o mesmo que não ter nenhuma delas.
Somente depois que estas quatro características forem satisfeitas; somente se eu cuidar e respeitar e me responsabilizar e conhecer de fato quem está comigo, é então que estarei pronto para amar de verdade; o que foge disso é balela, é confusão de sentimento, é paixão e paixão passa, mas o amor fica.
Se pararmos um minuto para pensarmos em como o Divino, que eu chamo de Deus (você pode dar à Ele o nome que quiser), nos trata veremos que associado ao Supremo estas características são satisfeitas em sua plenitude. Ele cuida de nós, Ele nos respeita, Ele se responsabiliza por nós e Ele nos conhece como ninguém, logo podemos concluir que Deus nos ama, e particularmente, Deus ME ama.
Somente uma pessoa que ame verdadeiramente pode ter capacidade suficiente para dizer "do teu problema, eu cuido". Eu só conheço uma pessoa neste mundo que possa assim fazer. Em quem tenho eu confiado, ou quem sabe confidenciado, ou ainda esperado ajuda ou suporte ou solução para meus problemas e dificuldades? Para algum amigo ou amiga? Para gente que professa sentir amor mas que no fundo nem a si mesmo se ama? Somente um Deus que é amor em essência pode ser capaz de, não importanto as circunstâncias, dizer que cuida de mim, que me respeita, que se responsabiliza por mim e que me conhece; afinal Ele ME ama.
Pense nisso!
Baseado na palestra proferida por Eduardo Batista.
Obs.: Obrigado Luciana, sem você este texto seria incompleto. Valeu!!
Se já disse, meus parabéns! Você por certo entende e sabe traduzir em ação o mais nobre dos sentimentos, a saber, o amor. Este sentimento que quando é verdadeiro, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Mas para que este sentir seja autêntico, justo, fiel é preciso vir da única fonte plena dele, Deus, pois este não só sente amor, é a própria definição da palavra.
Para que haja amor é preciso que pelo menos quatro características essênciais sejam atendidas de forma conjunta, se uma delas faltar já não haverá amor de verdade. É preciso que haja cuidado, pois quem ama cuida. É preciso que haja respeito, pois quem ama respeita. É preciso que haja responsabilidade, pois quem ama se responsabiliza. É preciso que haja conhecimento, pois quem ama conhece.
Como posso ousar dizer que amo se não cuido, não tenho respeito, não me responsabilizo e tão pouco conheço? Se só cuido mas não respeito, não amo. Se respeito mas não conheço, não amo. Se conheço mas não me responsabilizo, não amo. Se tenho três características amáveis, digamos assim, mas me falta uma, não amo. Ter quase todas mas faltar uma é o mesmo que não ter nenhuma delas.
Somente depois que estas quatro características forem satisfeitas; somente se eu cuidar e respeitar e me responsabilizar e conhecer de fato quem está comigo, é então que estarei pronto para amar de verdade; o que foge disso é balela, é confusão de sentimento, é paixão e paixão passa, mas o amor fica.
Se pararmos um minuto para pensarmos em como o Divino, que eu chamo de Deus (você pode dar à Ele o nome que quiser), nos trata veremos que associado ao Supremo estas características são satisfeitas em sua plenitude. Ele cuida de nós, Ele nos respeita, Ele se responsabiliza por nós e Ele nos conhece como ninguém, logo podemos concluir que Deus nos ama, e particularmente, Deus ME ama.
Somente uma pessoa que ame verdadeiramente pode ter capacidade suficiente para dizer "do teu problema, eu cuido". Eu só conheço uma pessoa neste mundo que possa assim fazer. Em quem tenho eu confiado, ou quem sabe confidenciado, ou ainda esperado ajuda ou suporte ou solução para meus problemas e dificuldades? Para algum amigo ou amiga? Para gente que professa sentir amor mas que no fundo nem a si mesmo se ama? Somente um Deus que é amor em essência pode ser capaz de, não importanto as circunstâncias, dizer que cuida de mim, que me respeita, que se responsabiliza por mim e que me conhece; afinal Ele ME ama.
Pense nisso!
Baseado na palestra proferida por Eduardo Batista.
Obs.: Obrigado Luciana, sem você este texto seria incompleto. Valeu!!
sábado, 24 de maio de 2008
NÃO APRESSO A PRECE
Gosto de pensar que quando elevo ao céu meus pensamentos, entendendo e reconhecendo que sou criatura e que como tal dependo de um Criador, o Ser Supremo pára tudo o que está fazendo somente para ouvir o que tenho a dizer.
Invariavelmente peço por mim, meus projetos pessoais e profissionais, por minha vida. Peço por minha família, a de sangue e a de coração; por meus amigos... falo da saudade que tenho de uns que estão geograficamente distantes e também da necessidade de perdoar outros que agiram com vilania para comigo. Agradeço então as inúmeras manifestações do cuidado, carinho e amor Dele por mim.
Agora já não falo nada. Quieto, espero ouvir a voz de quem me ouve. Ao redor posso sentir o silêncio, o vento, a quietude e então percebo nitidamente que o meu Criador já não está assim lá no alto de um céu distante, mas ao meu lado. Não estou mais sozinho.
Que bom seria se o tempo pudesse parar neste instante. Sem pressa, sem hora, sem agenda estar e ficar pensando e falando com o meu Criador e Ele comigo.
Não tenho pressa. A hora passa e eu... em prece.
Invariavelmente peço por mim, meus projetos pessoais e profissionais, por minha vida. Peço por minha família, a de sangue e a de coração; por meus amigos... falo da saudade que tenho de uns que estão geograficamente distantes e também da necessidade de perdoar outros que agiram com vilania para comigo. Agradeço então as inúmeras manifestações do cuidado, carinho e amor Dele por mim.
Agora já não falo nada. Quieto, espero ouvir a voz de quem me ouve. Ao redor posso sentir o silêncio, o vento, a quietude e então percebo nitidamente que o meu Criador já não está assim lá no alto de um céu distante, mas ao meu lado. Não estou mais sozinho.
Que bom seria se o tempo pudesse parar neste instante. Sem pressa, sem hora, sem agenda estar e ficar pensando e falando com o meu Criador e Ele comigo.
Não tenho pressa. A hora passa e eu... em prece.
domingo, 27 de abril de 2008
MEU PAI-NOSSO
Meu Deus que no céu está.
A simples menção do teu nome me faz tremer, pois Tu és Santo.
Eu anseio, desejo, anelo e espero viver sob o teu governo.
A minha vontade expressa é fazer somente a Tua vontade.
E que esta Tua vontade se manifeste não somente em minha vida mas também em toda a terra, por todo o céu.
Confio em Ti, por isso estou certo de que és Tu o provedor do meu sustento, diariamente.
Como pelo teu exemplo ofereceste perdão a mim, que eu, por tua força, exerça também o perdão, de coração, àqueles que possam ter de alguma forma me ofendido.
Peço tua orientação e guia para que minha vida não vá por caminhos tortuosos, distantes de Tua vontade.
Reconheço tua soberania, teu poder, tua glória hoje e sempre! Amém!
A simples menção do teu nome me faz tremer, pois Tu és Santo.
Eu anseio, desejo, anelo e espero viver sob o teu governo.
A minha vontade expressa é fazer somente a Tua vontade.
E que esta Tua vontade se manifeste não somente em minha vida mas também em toda a terra, por todo o céu.
Confio em Ti, por isso estou certo de que és Tu o provedor do meu sustento, diariamente.
Como pelo teu exemplo ofereceste perdão a mim, que eu, por tua força, exerça também o perdão, de coração, àqueles que possam ter de alguma forma me ofendido.
Peço tua orientação e guia para que minha vida não vá por caminhos tortuosos, distantes de Tua vontade.
Reconheço tua soberania, teu poder, tua glória hoje e sempre! Amém!
domingo, 17 de fevereiro de 2008
QUANDO ANJOS VOAM
Recentemente vi nos telejornais duas histórias que comoveram não somente o meu coração mas também o coração de muita gente por todo o mundo.
A primeira foi de um garotinho turco que, preso com a família num prédio em chamas foi, em um ato desesperado mas bem pensado, pelo tio arremessado para cair, são e salvo nos braços de um bombeiro anônimo. A outra história é de um outro garotinho que fora sugado pela força de um tornado com sua casa e família e posteriormente encontrado a mais de cem metros de onde estivera anteriormente apenas com pequenos arranhados em seu rosto.
Nestas duas histórias, dois pontos chamaram minha atenção. O primeiro deles é o agente causador, o motivo pelo qual estas crianças tiveram suas vidas drasticamente marcadas. No primeiro caso tudo indica que foi o ódio, a intolerância e a estupidez do preconceito racial de alguém que se achando no direito de ser mais do que, não percebendo que realmente é menos do que, ateou fogo no prédio vitimando fatalmente parte da família do pequeno Omur. No segundo caso temos a ação natural que pulsa neste mundo, agravada por nossa falta de cuidado em manter este planeta habitável.
O outro ponto que chamou a minha atenção é que, não obstante aos agentes naturais ou artificais, propositados ou casuais, vimos a existência de um agente cuidador como a querer nos dizer que ainda que a fatalidade recaia com mão forte e pesada, que a dor e morte toquem com seu toque gelado nossas vidas ou a vida de quem amamos, não podemos jamais perder a esperança, pois anjos existem e voam.
Dois pequenos anjinhos voaram de onde estavam para acharem vida, recomeçarem. Outros anjos voam para nos livrarem de inúmeras situações e acontecimentos que potencialmente nos trariam tristeza e sofrimento.
Você pode não acreditar em Deus, nem em anjos mas não pode negar que nesta semana viu anjos voarem.
Eu vi!
A primeira foi de um garotinho turco que, preso com a família num prédio em chamas foi, em um ato desesperado mas bem pensado, pelo tio arremessado para cair, são e salvo nos braços de um bombeiro anônimo. A outra história é de um outro garotinho que fora sugado pela força de um tornado com sua casa e família e posteriormente encontrado a mais de cem metros de onde estivera anteriormente apenas com pequenos arranhados em seu rosto.
Nestas duas histórias, dois pontos chamaram minha atenção. O primeiro deles é o agente causador, o motivo pelo qual estas crianças tiveram suas vidas drasticamente marcadas. No primeiro caso tudo indica que foi o ódio, a intolerância e a estupidez do preconceito racial de alguém que se achando no direito de ser mais do que, não percebendo que realmente é menos do que, ateou fogo no prédio vitimando fatalmente parte da família do pequeno Omur. No segundo caso temos a ação natural que pulsa neste mundo, agravada por nossa falta de cuidado em manter este planeta habitável.
O outro ponto que chamou a minha atenção é que, não obstante aos agentes naturais ou artificais, propositados ou casuais, vimos a existência de um agente cuidador como a querer nos dizer que ainda que a fatalidade recaia com mão forte e pesada, que a dor e morte toquem com seu toque gelado nossas vidas ou a vida de quem amamos, não podemos jamais perder a esperança, pois anjos existem e voam.
Dois pequenos anjinhos voaram de onde estavam para acharem vida, recomeçarem. Outros anjos voam para nos livrarem de inúmeras situações e acontecimentos que potencialmente nos trariam tristeza e sofrimento.
Você pode não acreditar em Deus, nem em anjos mas não pode negar que nesta semana viu anjos voarem.
Eu vi!
Assinar:
Postagens (Atom)
