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sábado, 7 de agosto de 2010

PRESENTE

Presente é mais do que embalagem, papel colorido, laço ou fita.

Presente não é qualquer coisa,
Quer a fina loja possa ter
Ou o humilde ambulante oferecer.
Presente está longe de ter marca, etiqueta, valor, cifra ou centavo.

Presente não deve ser esperado.

Presente é o afago de um abraço fraterno
É o aperto de mão.
É livre opinião.
Discordando na concordância
Ter a capacidade de encontrar a semelhança.

Presente é rir do cotidiano
Deixando-o mais leve, menos sisudo.

Presente é amizade
Aquela que é sincera
Autêntica e verdadeira
Por entre um mundo de máscaras.
À amiga Edileuza, em comemoração do seu aniversário.

domingo, 18 de julho de 2010

A LISTA

A todo o tempo elaboramos listas. De compras, de tarefas, do que fazer, do que não fazer, do que quero, do que não quero. Lista para lembrar, lista para esquecer. Lista de entrada, de saída, de prioridade. Lista de pessoas, de amigos, de nomes, de endereço, de telefone, de email... lista de listas, para melhor organizar a vida.


Estes dias fiz uma lista também. Modalidade: compras. Motivo: amigo viajando para o exterior.

Não cheguei a colocar nada no papel, mas mentalmente a minha lista rapidamente ficou grande, recheada de coisa que quero. A camiseta daquela marca famosa, o perfume com a fragrância da moda, aquela novidade tecnológica que apareceu ontem no jornal mas que deve chegar por aqui somente daqui a 8 meses... e quanto mais eu pensava mais itens foram sendo acrescidos a lista.

De súbito então percebi que já havia vislumbrado todos os itens da minha lista comigo, entretanto havia me esquecido do principal de todos eles.

Invariavelmente fazemos assim: elencamos o que queremos sem dar muita ou sequer nenhuma importância ao que de fato é principal, primordial, ao que realmente importa.

Quando percebi que estava colocando meus objetos de desejo, coisas realmente sem importância vital para mim na frente de meu amigo, senti imensa vergonha .

Desisti da minha lista de coisas. A tal camiseta não é assim mais tão bonita, aquela fragrância já não cheira tão bem e a novidade tecnológica não faz diferença. O que importa mesmo, o que vale a pena receber de volta lá do exterior é o sorriso sincero e o abraço fraterno daquele que tem sido e é meu amigo.


Ao amigo Paulo Ricardo.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

ATRAÇÃO FATAL

Letras convidam letras

     e formam palavras.

Tuas palavras atraíram minhas palavras
     e assim, juntos, formamos frases.

Nossas frases se fundem,
     se complementam,
          as vezes divergem,
               se interpõem,
                    se reescrevem no prazeroso exercício da retórica da vida.

Misteriosa é a força da palavra.

Delicioso é este exercício de descerrar o véu do universo das letras e contemplar nas palavras tua alma de poeta.

à amiga Kely Cristina

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O QUE NÃO MATA, ENGORDA

Comer fora de casa ou simplesmente comer fora há muito é um dos programas preferidos pela maioria das pessoas.

Quando há ocasião ou na ausência dela; quer a dois, três, quatro, com a galera toda ou até mesmo sozinho, sempre comer fora foi e é um bom programa.

Embalado e animado, tenho me aventurado em conhecer a gastronomia local nos mais variados ambientes que estes lados de cá propicia.

Em uma destas ocasiões, em companhia de um amigo e por convite do mesmo, fui, quer dizer, fomos conhecer uma badalada opção gastronômica. Um típico e tranqüilo e pacato e familiar restaurante que oferece deste o tradicional buffet à quilo até um elaborado cardápio – menu, para os mais exigentes – com inúmeras opções da culinária internacional.

Refinado e fino como sou - tendendo mais para o segundo em detrimento do primeiro – parti para as opções internacionais que podem ser agrupadas em duas cozinhas: árabe e italiana. Eu que não sou bobo nem nada escolhi a gastronomia da terra de Ali Babá. O pedido foi simples: esfirras de atum, esfirras de frango e esfirras de chocolate... algumas de cada.

Pausa. Esta diversidade, variedade e criatividade em recheios só encontradas no Brasil, por certo poriam qualquer Sheik de turbante em pé – fim da pausa.

O tempo entre o pedido e a entrega foi o que posso chamar de “padrão”. A cozinha internacional é sempre recheada de surpresas e aqui, desta vez, não foi diferente. O pedido veio errado.

O atum tomou conta da tenda e o frango bateu assas levando consigo o chocolate e a inteligência do garçom que, de tão confuso, precisou ser substituído depois de duas tentativas de acertar o pedido.

Comi, paguei e sinceramente não gostei mas, de teimoso, alguns dias depois eu voltei à mesma casa afim de, agora, provar da cozinha do país dos césares que, por aqui, se resume à boa e famosa pizza.

Pausa. A teimosia nunca acontece apenas uma vez, a teimosia não é solitária então, por isso, eu e meu amigos teimamos juntos e fomos experimentar na mesma casa, outrora árabe, agora, italiana. “Capiche”! – fim da pausa.

Devido ao trauma da primeira experiência eu enrolei um pouco para fazer o pedido. Tudo para não ser atendido pelo mesmo garçom confuso e trapalhão da vez passada.

O pedido foi “éco” basicão: pizza “mezzo-a-mezzo”, cada lado com um recheio e cobertura com queijos diferentes. Ma que! O “maledeto” do “pizzaiolo” não entendeu “niente” do pedido e fez tudo uma cobertura só: um catupiry (??) questionável.

Moral da história: Vim, Vi, Comi e fui para a concorrência.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

EU MATEI MICKEY MOUSE

Aconteceu por estes dias...

Estando eu confortavelmente instalado sobre o sofá assistindo a sei lá o que na televisão eis que de súbito, sem aviso prévio, um hediondo, medonho, asqueroso, repulsivo, infame e nojento roedor é percebido pela menina de meus olhos.

Num sobressalto, não sei ainda se de coragem, espanto, susto ou medo, rapidamente segui a criatura com os olhos afim de saber para onde iria o infame rato. Bingo! O bichinho fez a curva acima da velocidade permitida, saiu da sala e entrou na cozinha. Pronto!! Tudo o que eu mais queria aconteceu... um roedor peçonhento na cozinha. Eu mereço!

Como estamos aqui em casa com uma situação particular de doença na família e eu estava de malas prontas para São Paulo, cuidei em manter as portas dos quartos bem fechadas para que o intrépido visitante não trocasse o conforto e fartura da cozinha pelo aconchego de qualquer quarto e também mantive a porta da cozinha bem fechada para garantir a permanência do dito animalzinho em apenas um espaço e fui... para “Sampa”.

Quando retornei - não sou bobo nem nada -, voltei acompanhado de minha irmã, para dar uma boa organizada na casa antes do retorno de minha mãe e foi aí que a coisa pegou, na verdade não pegou, mas quase pegou.

Avisada da visita animal e conhecedora de todo o meu potencial corajoso para aniquilar o infeliz roedor, minha irmã em um ato de extrema bravura, bondade e amor fraterno (que lindo!!!) trancou-se na cozinha disposta a aniquilar o bichinho.

Tudo ia bem até que um grito ecoou pela casa indicando o avistamento do ser. Fiz o sinal da cruz umas quatrocentas vezes e devidamente imbuído de coragem e com a vassoura na mão tive que adentrar ao recinto da cozinha para ajudar a aniquilar o agora avistado roedor. Entre umas vassouradas e saltos e pulos e uma série de “Ali! Ali! Ali” ou então “Vai bate nele!” o agora veloz roedor safou-se debaixo do fogão e aí então, inteligência pouca é bobagem, não pensei duas vezes, acendi o forno e ficamos de olho – minha irmã e eu – para ver se o ratinho seria cozido. O tempo passa, o fogão esquenta e nada de cheiro de rato assado, nada de rato sair debaixo do fogão.

Penso que ficamos esperando o rato assar por uns trinta minutos e então desligamos o fogo, afinal: Quem poderia resistir tanto tempo assim dentro de um fogão quente e continuar vivo?

No dia seguinte, resolvemos dar uma geral dentro do fogão e para surpresa e espanto, nenhum sinal, sequer as cinzas do chamuscado roedor foram encontradas. Santo Mickey veloz! Ele havia escapado da sina de Joana D’Arc. Desencanamos do rato, concentramo-nos na limpeza e organização e o dia transcorreu normalmente até o inicio da noite quando ouvi sons estranhos vindo da cozinha.

Um amigo estava em casa, viera conversar um pouco e tínhamos planejado comer fora – para espairecer. Enquanto conversávamos amenidades ouço o barulho e vejo uma mancha escura dentro de um saco plástico onde estava armazenada a base de um filtro de água. Rapidamente em um convite que mais pareceu uma intimação, instei com meu amigo que me ajudasse a matar o rato e aí o bicho pegou.

Tão corajoso quanto eu, meu amigo, num ato recheado da mais pura bravura ficou com a parte logística da operação, ou seja, ele cuidava da vassoura e eu com a parte prática, ou seja, encarregado de aniquilar e destruir o rato. Santa falta de coragem! Mas lá fui eu na frente, é claro, e meu amigo no suporte logístico logo atrás. Eu segurei a franga e peguei bem firme no cabo da vassoura e mandei ver em uma infinidade de golpes sobre a pobre coitada base do filtro de água que não resistindo, fragmentou-se.

Moral da história: Na hora do aperto é como diz a letra da música, com uma pequena alteração minha: “Um homem pra chamar de seu, desde que não seja eu”.

E fim da história... e do rato também!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

24 HORAS

Cá estou eu, mais uma vez pronto para mudar. Não conto as horas pois seria inútil acionar o cronômetro; não sou o senhor do tempo e o dia, eu bem sei, hoje ou amanhã, sempre terá suas 24 horas.

Agora passa em minha mente um redemoinho de lembranças destes dois últimos anos que aqui vivi. Hoje acredito que compreendo melhor o motivo pelo qual fui conduzido, guiado e dirigido para São José dos Campos. Era preciso que eu reaprendesse algumas lições importantes e destaco duas: a primeira delas confiar em Deus e a segunda oferecer perdão.

Não foi fácil, contudo tem sido um milagre, um delicioso milagre a cada novo dia exercitar a primeira. A segunda veio, ou pelo menos eu percebi sua importância e as mudanças por ela provocadas, bem recentemente e tem sido maravilhoso viver assim.

Amanhã vou rumo a um novo desafio, novo lugar, nova casa, novos amigos... estarei em um novo ambiente mas quero levar comigo as duas grandes lições que São José dos Campos me trouxe e de presente a gostosa saudade de você.

Aos amigos e amigas da IASD Central, aos amigos e amigas da IASD do Bosque dos Eucaliptos, aos amigos e amigas da Casa das Placas, às amigas do Bangalô & Naftalina, aos amigos e amigas... OBRIGADO!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

EM UM DOMINGO...

Estes dias tive a felicidade de passar por um momento que me fez tão bem que resolvi dividir com você.

Tudo aconteceu em um domingo cinza. Um amigo, destes que de tão amigo já é considerado como irmão, em viagem de retorno para sua casa, se propôs a fazer um desvio e vir me ver.

Bah!, como dizem os gaúchos, fiquei muito feliz! Este amigo é especial pois é amigo dos mais "antigos" que tenho. Quando passei por tempos ruins, era ele quem estava do meu lado e não importava muito se o meu humor era dos melhores; ele estava lá, do meu lado, dizendo o que devia ser dito e muitas vezes, mesmo sem nada dizer, falou muito.

Não nos víamos a pouco mais de um ano mas, não nego, eu estava com muita saudade de vê-lo, de conversa com ele cara-a-cara. Então ele chegou e foi muito bom abraçá-lo mais uma vez.

A saudade era imensa e abraçá-lo, meu amigo Pyo, deu mais saudade ainda... Obrigado por ser como você é e por permitir que eu aprendesse a amar você pelo carinho e força de nossa amizade. Deus nos ajude a sempre sermos amigos!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

NA HORA DO ADEUS...

Ontem foi o dia da tua despedida. Como amigo que fui quando teu coração ainda pulsava, estou aqui para deixar registrada a minha dor por tua tão prematura partida e a saudade que sentirei de quando brincávamos, conversávamos, das vezes que sentamos e ficamos juntos vendo o mar.

Entender o que aconteceu, eu entendo; entretando a tua lembrança é recente, forte e bem presente, então ainda não posso, não me acostumei com a idéia da tua ausência. Você não deveria estar aí dentro deste "casco" e eu aqui fora, impotente para tirar você daí e voltarmos a caminhar com os pés sujos de areia e molhados da água do mar.

Ficarei com as lembranças das horas compartilhadas e a saudade do último abraço.

Você escolheu ir... eu preferi ficar.

Até mais ver... saudades!

domingo, 25 de maio de 2008

É PAU, É PEDRA, MAS CADÊ O CAMINHO?

O que você fez no último feriado?

Eu não sei o que você fez mas eu, neste último dia de folga, enquanto o mundo católico-cristão caminhava em procissão por ruas finamente decoradas com tapetes de sal e serragem em belíssimas composições, eu andei e caminhei quase que por penitência em busca de elevação, mas não espiritual, elevação geográfica: o maciço da Pedra Grande, em Atibaia, interior do estado de São Paulo.

Fui desperto pelo celular. O sol ainda escondido e eu idem, sob cobertas. Levantar é preciso e levantei. Arrumei a mochila, etc e tal e as 6h da manhã já estava no local marcado para o encontro com os outros companheiros desta aventura que iria durar mais tempo do que o tempo de exposição dos raios solares.

E chegou mais gente, mais carros e agora são as gentes dentro dos carros. Carros partem, vão pela estrada e tem pedágio - isso é um roubo! - e mais estrada e curva e ponte e já se pode ver a Pedra. Mas não é que a dita daqui parece tão pequena, tão diminuta... vislumbre de fácil acesso.

Os carros param. Relax. Organização. Prece. Hora de começar a andar. Pausa. Instrução. Voltamos a caminhar. O asfalto plano ficou para trás, agora é terra batida, solta, poeira e subida; e sobe e é sol... cadê a água?

Na subida tem mato, tem flor, tem espinhos, tem galho solto, queimado, seco, esturricado. Tem gente com medo, gente sem medo, gente falando, cantando, rindo, gritando... ops! tem gente perdida!!

Agora já é um tal de por aqui sim, por ali não. A trilha certa já sumiu e a tal Pedra, aquela dita Grande, ainda ninguém viu. Tem mato mas cadê a trilha? Tem gente lá em cima e gente lá embaixo. Achamos uma pedra. Fotos!!

Instrução de seguir em frente ainda que em frente, para o alto e avante sejam direções relativas. Relativo passa a ser o tempo de retorno. Alguém sabe para onde raios estamos indo? Cuidado com o caminho: é de pedra e tem espinhos.

Reunião. Pausa. Descanço. Seguir, continuar a andar. A hora passa e passa também a dor, a fome, o desgaste. O povo canta e ri e acha graça da quase desgraça de estar perdido no mato.

Ouço vozes, vejo a luz, vejo gente reunida, vejo pedras mas todas pequenas demais para que qualquer uma delas tenha a pretensão de ser denominada de Grande. Mais uma pausa... agora sim saimos da perdição. Refeição. Mais disposição. Parte do grupo retorna agora pelo caminho certo, a outra parte prossegue rumo ao destino, ver o horizonte lá do alto, como passarinho.

O corpo dói. Cada passo, cada degrau já é sentido por todas as fibras musculares. É preciso prosseguir, ir a diante, agora falta pouco e olhando para o céu já posso ver pássaros diferentes, eles tem as asas coloridas... uhuuuu!! Só mais esta subidinha e estou lá. Ouço gritos... seriam selvagens índios em celebração?

Eu chego. Eu vejo. Eu também grito e então sinto o vento. O corpo já não dói... valeu a pena!

Consigo disposição para escalar o último trecho na pedra, agora sim a Pedra Grande e então agradeço, relaxo, desmaio, esqueço a dor. Observo o sol dourado também descansar no horizonte. Foi-se o sol para seu repouso, vou eu também para o meu.

Atravessei a dor, bem mais forte do que sou.

Valeu!!

quarta-feira, 19 de março de 2008

AO MEU AMIGO

Estou perplexo com tudo o que aconteceu contigo. Custa-me acreditar que uma pessoa que nada fez ou faz para prejudicar alguém, uma pessoa que move um mundo e meio para ajudar, confortar, consolar, amparar e apoiar tenha que passar por tão dura prova, por período tão turbulento como estes últimos dias que você tem vivido.

Mas permita-me dizer algumas coisas sobre este teu momento...

Este tempo ruim nada é ou no máximo pode ser comparado as turbulentas marolas, ondas, vagas e turbilhões que você costumeiramente tem que vencer para executar seu trabalho com a qualidade que já é tua marca registrada.

Trace um paralelo com teu trabalho e verás que este vento que tem agitado tua vida por estes dias é igual aos ventos no grande mar; podem até danificar seriamente as estruturas, mas hão de passar.

Por certo um pouco de dor e sofrimento será preciso experimentar mas como após qualquer tempestade, preciso é remover certos entulhos para que de novo possa haver harmonia, paz e beleza.

Não desprezes ou não tente se afastar dos amigos de verdade, aqueles que estão contigo em todas as horas. Se for preciso, escolha um destes e abra seu coração; pare para permitir fluir de você qualquer sentimento ruim; dedique tempo para ouvir ainda que seja, no silêncio, o pulsar do teu coração. Sinta cada lágrima que porventura ou desventura de teus olhos, por tua face, acharem seu caminho. Não abafe a dor, deixe que ela encontre saída; contudo que quando o sol bater na janela do teu quarto possa encontrá-lo pronto para receber o novo e que seja um novo o dia.

Os imaturos emocionalmente e mal-resolvidos sexualmente que me desculpem mas saiba amigo: Amo Você!

Daqui, torço por ti.

Seu sempre amigo,
Stefs "Iceberg"