Aqui coloco fragmentos de idéias, instantes, momentos, pensamentos. Sinta-se à vontade para comentar, discutir, concordar e discordar. Esta é uma arena pública aonde todos são bem-vindos. Coloque-se confortavelmente instalado em frente a tela do seu computador e deixe que seus olhos e cérebro trabalhem enquanto tua mente passeia no universo das palavras. Forte abraço, O Autor
domingo, 4 de julho de 2010
NA ERA DO SABER
O presente século nem bem começou e o que no final do ano passado era novidade hoje já é obsoleto, ultrapassado, velho, arcaico. Uma nova geração de pessoas e tecnologias está nas ruas, nas casas, nas escolas e nas empresas experimentando e vivenciando situações com as quais certamente nossos pais nem sequer chegaram a sonhar.
Dados e informações transitam de um lado a outro do mundo e são copiados, repartidos, multiplicados e divididos aos milhares, para milhões ávidos em saber, não se sabe bem o quê ou para quê.
Hoje é preciso saber.
Que o escritor, morreu.
Que a igreja, escondeu.
Que a terra, tremeu.
Que o atleta, venceu.
Que o outro, perdeu.
Que a jovem, envelheceu.
Que o rico, empobreceu.
Que o gordo, emagreceu.
Que o candidato, prometeu.
Que o político, mentiu.
Que a prova do crime, sumiu.
Que a floresta, diminuiu.
Que o vulcão, explodiu.
Que a economia, expandiu.
Que a ex-ministra, saiu.
Que a água, subiu.
Que a cidade, ruiu.
Que o cantor, assumiu.
Que a cantora, beijou.
Que a novela, terminou.
Que a atriz, separou.
Que a revista, errou.
Que a doença, avançou.
Que a bola, não entrou.
Que o brasileiro, chorou.
Enfim, que o mundo... mudou.
“examinai tudo. Retende o que é bom” I Tessalonicenses 5:21
terça-feira, 18 de agosto de 2009
CENTIMETROSSEXUAL - Comportamentos de um homem moderno
O mundo avança, prossegue, evolui, se desenvolve e tudo o que nele há parece, algumas das vezes, junto com ele, também avançar, prosseguir, evoluir e se desenvolver.
O final do século passado e o início deste fez surgir novos valores, posturas e comportamentos nas pessoas e talvez o mais afetado por estes novos paradigmas sociais tenha sido o homem e o seu universo Macho-Masculino-Viril. Sem medo do que podem pensar as outras pessoas, este novo homem agora demonstra emoções, chora, abraça, beija, é afetuoso; cuida do seu corpo, é vaidoso, faz academia, musculação, depilação, bronzeamento artificial, freqüenta salões de estética com a mesma regularidade com que freqüenta a quadra de futebol da vila; tem estilo, usa roupa da moda, acessórios modernos, segue tendência, cria tendências.
Mas, contudo, entretanto, todavia este novo homem que ficou conhecido como metrossexual também evoluiu muito rapidamente para um tipo bem peculiar o centimetrossexual. Um homem com todas as características do metrossexual – ou não – mas que é bem mais competitivo com seus companheiros de gênero. Eis algumas situações onde o homem centimetrossexual se revela. Leia com atenção e descubra se você é um centimetrossexual ou se você conhece alguém que seja.
Situação 1 – Visita ao sex-shop
O centimetrossexual, via de regra, jamais entra em uma loja de artigos eróticos por temer, como o diabo foge da cruz, ser confrontado com um “bimbo-lover”, uma “trosoba”, uma “guaça”, um “peru” de plástico maior do que o dele.
Para o centimetrossexual a pura e simples imagem visual de algo mais comprido ou mais grosso ou mais colorido ou com mais funções acessórias do que ele tem ou pode oferecer “in natura” – ainda que não faça uso de seu instrumento – faz gelar o corpo todo e corar a face.
O pior adversário para este novo tipo de homem é ele mesmo. Como uma evolução natural do comportamento do já antigo, antiquado, obsoleto e arcaico metrossexual, o centimetrossexual apresenta características bem semelhantes ao seu protótipo anterior, contudo não conseguiu ainda resolver e elaborar as questões ligadas a fixação fálica, seus complexos e síndromes correlatas.
Situação 2 – No banheiro
O homem sempre quis saber o que as mulheres fazem “em grupo” no sanitário. Qual seria o motivo atrás do motivo de irem, invariavelmente não sozinhas, ao banheiro? Pois bem, isso você terá que perguntar para uma delas. Se você que agora lê este texto é uma destas que vai em “excursão” ao sanitário... não conte! Mantenha o suspense, os homens gostam de um certo mistério. Mas enfim, não estou aqui pra falar do banheiro feminino e sim do banheiro masculino e tenho que explicar o segundo comportamento típico do centimetrossexual, este novo homem, o homem do século XXI.
O processo se desenrola assim. A bexiga está cheia, o cara já começa a demonstrar um frenético cruzar-e-descruzar de pernas. Segura o quanto pode, mas chega um dado momento em que já não pode mais então é procurar o primeiro banheiro disponível para alívio do popular “número 1”. Aí começa o alívio físico e a tortura psicológica.
O centimetrossexual se posta em pé diante do mictório e enquanto relaxa e deixa a natureza agir, percebe outro cidadão em igual situação. Uma rápida olhada de canto de olho. As pupilas se movem rapidamente para a esquerda e para a direita e levam ao cérebro um amontoado de informações. Agora a atenção não é mais no xixi, o foco passa a ser o cara ao lado. Eis o dilema: olhar ou não olhar? A pergunta vai se repetindo a cada nova sinapse cerebral a uma velocidade assombrosa e nem bem esta primeira pergunta foi respondida pelo cérebro e outras já surgem pipocando e estralando dentro da cabeça do centimetrossexual que agora confuso de tantas questões tem que lidar com o principal questionamento: Mas será que o tamanho do meu é normal? O dele é maior ou menor? Se o dele é maior. Que cara de sorte. Se o meu é maior... hehehe... eu sempre soube!!
Tudo acontece muito rápido. O xixi já acabou. A última gota já caiu sobre o sapato. Aquela chacoalhada básica já aconteceu e então, atormentado pela dúvida, o centimetrossexual olha na direção do outro do outro ao lado. Seu cérebro então exclama: Céus, cara! O que você fez? Você olhou para o “peru” de um outro cara!! Ninguém pode saber disso. O que vão pensar de você?
O pobre coitado recolhe o seu apressadamente e tão rápido como entrou, sai do banheiro. Com sorte consegue se lembrar de lavar as mãos antes de sair.
E se estas situações não fossem bastantes e suficientes, este novo homem, o centimetrossexual, tem que conviver com a peja da indelével lembrança do calendário que aponta para o século XXI na famigerada sina de por para baixo quem vive a desdita sorte de ter menos do que o presente século.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
EM UM SÓ ESPIRRO
Apelidada inicialmente de ‘gripe mexicana’ e mais recentemente como ‘gripe suína’, esta moléstia parece não respeitar fronteiras geográficas ou sociais e já faz suas primeiras vítimas pelos quatro cantos do mundo.
Enquanto vacina não existe o jeito é tratar dos sintomas e tomar todos os cuidados a fim de barrar a proliferação de mais esta praga mutante.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
ENQUANTO EU TIRAVA FÉRIAS
De volta as letras, palavras, frases e textos atestei que a grafia, a ortografia já não é mais a mesma para uma infinidade de expressões.
Na terra do Tio Sam, do bacon com ovos no café da manhã, alguma coisa está diferente. A Casa Branca anda mais colorida.
A crise econômica mundial, dizem analistas, há de continuar a estender seus tentáculos e solapar mais alguns empregos para desesperança de alguns e esperança, acreditem, de outros como o nosso mandatário-mor que por vezes continua a jurar de pé-junto que a pátria-mãe está em mar-de-rosas... e o povo sentado nos espinhos.
Na Terra Prometida a promessa de uma trégua no tétrico espetáculo bélico, ficou mesmo só na promessa.
Pessoas nasceram, morreram; ganharam, perderam; tudo isso enquanto eu tirava já não sei mais se foram ou não merecidas férias cerebrais.
O mundo gira, eu com ele. Estou nele, faço-o girar.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
NA TERRA NEM TÃO SANTA ASSIM
Que toda a guerra é estúpida, isso já é sabido. Pouco ou quase nada se pode acrescentar ou dizer sobre esta, por enquanto, última e mais recente beligerância entre palestinos e israelenses na ainda denominada Faixa de Gaza que, diante da intransigência israelense bem poderia ter outro nome.
O que se ouve e vê são mães e pais, parentes e amigos chorando a morte de seus filhos, seus queridos, quer combatentes ou inocentes. Todos são vítimas e aí pouco importa se a bandeira a cobrir o inerte corpo sem vida tem uma estrela azul ou três faixas coloridas.
Sobram lágrimas onde faltou a razão. Mas dizem que a guerra, que toda a guerra é assim mesmo, irracional desde a sua concepção; então nesta não há nada de novo é tudo igual, tudo explosivo, sanguinolento, bárbaro, desumano.
Os que marcham sob a égide do lábaro da estrela de seis pontas, para horror e vergonha deles próprios, transformam, a cada dia, a Faixa de Gaza na versão século 21 do Gueto de Varsóvia.
A história tem disso: é cíclica, tem eras, anos... ela se repete.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
RITO DE PASSAGEM
Uns há que preferem o sossego do aconchego do lar para ali reunirem-se com seus familiares e amigos afim de celebrarem a festa da virada. Outros, entretanto, buscam o agito e a euforia das celebrações coletivas e, quer sozinhos ou acompanhados, também atravessam os últimos minutos do velho ano e vivenciam as primeiras horas do novo ano com muita energia, quer própria ou adquirida via ingestão de alguma bebida energética ou etílica.
Uns usam roupas, outros preferem não usá-las. Os que as utilizam dizem que é preciso e necessário que todo o modelo da indumentária escolhido para a hora da virada seja novo, novíssimo, de primeiro uso. Mas se por culpa da crise econômica ou outro motivo qualquer não puder assim ser – tudo de primeira mão – que pelo menos uma peça seja nova, novíssima e aí pouco importa se é a cueca, a calcinha, o sutiã, a bermuda, a camiseta, a calça, o vestido, a saia, o biquíni ou a sunga... tanto faz, mas que seja novo.
As cores, assim dizem alguns, exercem forte, fortíssima influência sobre a ‘energia’ do novo ano e também revelam o desejo, o intento, a intenção, a vontade, a esperança e a expectativa, singular ou plural, individual ou coletiva, armazenada no profundo da alma. Por certo este então é o motivo de termos sempre muito branco, azul, amarelo, vermelho e outros tantas cores, matizes e tons do mosaico multicolorido que se torna o aglomerado de pessoas, não importa o lugar.
Pronto. Todos reunidos. Inicia-se a contagem regressiva. Já é ano novo e entre abraços, beijos, apertos de mão, estourar de champanhe, cidras, espumantes, fogos de artifício, choros, risos e velas; permeia no ar um sentimento de fraternidade, de sincera amizade, de um querer-bem acima de qualquer possível diferença real ou imaginária – que bom seria se este sentir-se bem durasse o ano todo.
Há quem faça uma prece, quem pule ondas, quem acenda uma ou várias velas, quem faça uma oferenda ao seu santo de devoção, quem coma sete sementes de romã, quem guarde uma folha de louro, quem pule de um pé só, quem guarde a tampa da champanhe, quem derrame pipoca sobre o corpo, quem atire moedas para dentro de casa e quem ainda faça isso tudo e outras tantas superstições, crendices e mandingas afim de garantir que do além distante, caso não consiga por meu próprio esforço e vontade, possa vir ajuda afim de reafirmar a vontade quer na primeira pessoa do singular ou na primeira pessoa do plural de que a novo ano que já começou possa ser melhor do que o velho ano que passou.
A hora, a primeira, passou. As horas passam e agora quem foi além do limite nos brindes tenta encontrar o caminho de casa entre passos trôpegos. Talvez esta figura do celebrante etilicamente alterado seja a melhor metáfora para ilustrar nossa vontade de que tudo seja diferente, todo novo ano, ainda que tropecemos em nossas próprias pernas ou nas guias, nos degraus das calçadas da vida.
BEM VINDO 2009!
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
MUDARAM A COR DO MEU HAMBÚRGER
Não estou bem certo quem os americanos elegeram mas o recado das urnas, para quem quiser ouvir, é bem claro e nítido. Assim diz a América, assim diz o povo americano:
Não somos somente brancos.
Não somos belicosos.
Não vamos fingir que questões sociais como o aborto, por exemplo, não existem.
Não somos os “donos-do-mundo”.
Bem que poderíamos aprender uma importante lição com nossos primos americanos e responder à tudo aquilo que não queremos em nossa política doméstica (corrupção, mentira, descaso, ineficiência, altas taxas de impostos, omissão, roubo, trem-da-alegria, barganha, propina, escândalos, grampos, caixa 2, caixa 3 ...) nas urnas, democraticamente como diz a lei.
Obama foi eleito, isto é fato e do tipo histórico. Talvez não tenham os americanos votados na melhor proposta mas certamente escolheram aquela que, para eles e tomara que também para o mundo inteiro, possa trazer um pouco mais de esperança e porque não desejar também... paz!
Aos americanos, paz!
Aos mundo, esperança!
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
APERTEM OS CINTOS, O DINHEIRO SUMIU
A economista Miriam Leitão, no dia 10.10, em seu blog, ao comentar mais uma de inúmeras sextas-feiras nervosas no mercado financeiro, escreveu que este terremoto que têm chacoalhado muitos mercados e têm feito pulsar descompassado o coração de muitos investidores é obra e graça de um mercado semelhante ao mercado financeiro abalado mas que durantes muitos anos têm ou tinha sempre operado na sombra, no lado escuro da “força”.
O descontrole da “parte luminosa” em tentar dimensionar e controlar a “parte sombria” pode ainda, como desgraça pouca é bobagem, levar o mundo todo ao encontro de um período de recessão generalizada e pouco crescimento do ponto de vista econômico e ai pouco importa se você é o “pai da crise”, “filhote da crise” ou “conhecido da crise”. Você experimentará os efeitos dela.
Neste quadro, pra lá de pouca esperança, não importa muito se eu tenho dinheiro aplicado na bolsa de valores, quer dizer, tinha; ou se escondi meus centavos debaixo do colchão. O fato é um só: o dinheiro do mundo está sendo sugado para um buraco negro e, a curto prazo, não há nenhuma Frota Estelar que possa salvar este planeta capitalista.
Alguém pode me dizer como vão os países ainda chamados de comunistas?
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
BUUMMM!! BIG BANG
Física nunca foi o meu ponto forte então vou deixar a explicação físico-nuclear-científica de lado e ir direto ao ponto inicial, ou final, de fato.
Não quero fazer pouco caso da crença ou descrença de alguns, mas pensar que tal experimento traria o fim do mundo é, no mínimo, ingenuidade. Este mundo como o conhecemos, é certo que caminha para um fim – até mesmo os céticos já atestam e afirmam a proximidade do que chamam de colapso mundial – mas amados leitores e leitoras, não será uma explosão cósmica, natural ou provocada que há de pôr fim ao que até hoje conhecemos como vida terrestre.
Quem estiver curioso em como este mundinho-mundão terá seu epílogo, recorra à Bíblia. (vide Mateus capítulo 24).
Este é o início...
Fim!
sexta-feira, 6 de junho de 2008
PELO DIA DO MEIO AMBIENTE
( ) ficar horas no banho com o chuveiro ligado;
( ) não comer toda a salada de rúcula, acelca, chicória com jiló;
( ) no sábado ou domingo a noite preferir ligar para pizzaria do que preparar sua própria refeição;
( ) ficar aborrecido se o mercado não tem sacolas plásticas com alças reforçadas para levar suas compras;
( ) já joguei papel de bala no chão, na rua, mas não na lixeira;
( ) tenho ou já tive roupa de lycra;
( ) bom mesmo é sair de carro, esta coisa de ir a pé é para pobre;
( ) celular, computador, microondas, geladeira e televisão; não sei como viveria sem qualquer um deles;
( ) já soltei "pum" em local fechado ou mal ventilado;
( ) já matei um animal e não foi para alimentar-me, por exemplo: mosquito, formiga, barata.
Se você assinalou mais do que 3 alternativas saiba então que você não está preparado para uma convivência ecológicamente correta... mas tudo bem, o mundo continua lindo.
Cuide bem do que é seu. Ajude a preservar o meio ambiente.
Este texto é em comemoração ao dia de ontem, fazendo hoje, pensando no amanhã.
Preserve! Preserve-se!
sexta-feira, 7 de março de 2008
NO TRONCO OU NA RAIZ
Não sei se estou por fora, feito membrana plasmática, ou tenho este assunto já devidamente enraizado e resolvido mas, na minha modesta e celular opinião, já passou o tempo do Brasil e seus cientistas usarem o que temos de melhor e mostrarem ao resto do mundo toda a nossa (opa, tô dentro, eu também sou brasileiro) capacidade e potencial em fazer pesquisas avançadas pautadas na ética e moral.
A defesa da vida, como a conheço, deve ser prioridade e se o uso das células de embriões inviáveis, ou seja, que jamais serão ou terão vida for o caminho para melhoras em nossa vida de verdade, for o caminho para o tratamento de doenças estendendo esperança de vida e vida para milhões de pessoas... que assim se faça.
Na raiz ou no tronco... se há esperança de vida é aí que me posiciono, sempre pela vida de quem vive esperando ter uma vida melhor.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
TEMOS MÚSICA NA ALMA
A mídia mundial soube bem explorar este evento ímpar e por enquanto único, dando enfoque ao que talvez possa ser o ressurgir de uma abertura econômica e política do país asiático há tanto tempo ensimesmado. Por certo este evento é sim indicativo desta abertura mas ainda existe outros indicativos mais profundos.
Tal evento vem apontar para o poder universal e cativante da boa música; para o desejo sincero de um mundo sem nenhuma fronteira, principalmente as fronteiras do preconceito seja ele de que tipo for; para a necessidade de uma auto-avaliação e descoberta de quais regimes totalitários eu tenho que me desprender para ser uma pessoa mais feliz, para deixar a música da e na minha vida pulsar livremente.
Na Coréia do Norte ouviu-se música na alma.
Brava é a gente brasileira que faz da música sua alma.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
QUANDO ANJOS VOAM
A primeira foi de um garotinho turco que, preso com a família num prédio em chamas foi, em um ato desesperado mas bem pensado, pelo tio arremessado para cair, são e salvo nos braços de um bombeiro anônimo. A outra história é de um outro garotinho que fora sugado pela força de um tornado com sua casa e família e posteriormente encontrado a mais de cem metros de onde estivera anteriormente apenas com pequenos arranhados em seu rosto.
Nestas duas histórias, dois pontos chamaram minha atenção. O primeiro deles é o agente causador, o motivo pelo qual estas crianças tiveram suas vidas drasticamente marcadas. No primeiro caso tudo indica que foi o ódio, a intolerância e a estupidez do preconceito racial de alguém que se achando no direito de ser mais do que, não percebendo que realmente é menos do que, ateou fogo no prédio vitimando fatalmente parte da família do pequeno Omur. No segundo caso temos a ação natural que pulsa neste mundo, agravada por nossa falta de cuidado em manter este planeta habitável.
O outro ponto que chamou a minha atenção é que, não obstante aos agentes naturais ou artificais, propositados ou casuais, vimos a existência de um agente cuidador como a querer nos dizer que ainda que a fatalidade recaia com mão forte e pesada, que a dor e morte toquem com seu toque gelado nossas vidas ou a vida de quem amamos, não podemos jamais perder a esperança, pois anjos existem e voam.
Dois pequenos anjinhos voaram de onde estavam para acharem vida, recomeçarem. Outros anjos voam para nos livrarem de inúmeras situações e acontecimentos que potencialmente nos trariam tristeza e sofrimento.
Você pode não acreditar em Deus, nem em anjos mas não pode negar que nesta semana viu anjos voarem.
Eu vi!
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
NA BOLSA...
Parece que desde longe a segunda-feira é mesmo um dia ruim ou pelo menos não é o melhor dia da semana. Além da ressaca tradicional de um fim de semana badalado em baladas ou descansado no conforto e sossego de casa, uma sombra de aparente mau-humor parece abundar neste dia, o segundo da semana. E nesta semana não foi diferente. Tudo e todos acordaram nervosos, irritadiços, maldizentes, chateados e de péssimo humor, inclusive eu!
O fim de semana foi tranquilão, básico mas tive a sensação que faltou alguma coisa (hummm, o que será que faltou??); dormi pouco de domingo pra segunda e se não bastasse o pouco dormir, ainda o miserável do vizinho da casa ao lado resolveu testar seu sistema de alarmes em plena madrugada - isso não se faz!! Cheguei levemente atrasado ao trabalho, muitas pendências, telefone que não parava de tocar com clientes reclamando - haja paciência - e eu tentando esquecer o raio do vizinho com seu alarme mal regulado.
Fui para a net, ver email etc e tal... e ai veio a confirmação que não sou somente eu que fico nervoso, algumas vezes, nas segundas... o mundo estava nervoso. As bolsas estavam despencando mundo afora com medo da nuvem recessiva que anda circulando por sobre a cabeça do povo norte-americano. Não entendi nada!!! Cá no Brasil estávamos ainda vivendo o glamour de uma semana de moda em São Paulo e haviam várias senhorinhas, senhoritas e alguns quase-senhores (hummm, sei não hein!!!) que circularam pelos corredores e passarelas da Fashion Week com suas bolsas e me pareceram todas, as bolsas, muito bem seguras e estáveis. Agora me falam que as bolsas estão caindo!!! Como assim?? O que eu tenho a ver com a falta de trato, tino e tato do Sr. George Bush em lidar com sua economia e tentar arrastar o resto do mundo em sua ingerência?? Nada. Eu não tenho nada a ver com isso... quero ter o prazer de curtir meu mau-humor das segundas sem bolsa, só um saco de gelo e café forte pra curar a ressaca do fim de semana.
