domingo, 18 de outubro de 2009

VIDA DE POETA

Esta é uma obra em co-autoria com minha irmã, Cinthia

O poeta fala de tudo
De tudo fala o poeta.

Fala de amores,
Dores,
Cores,
Sabores,
Flores,
Odores...

...

peidei!

sábado, 17 de outubro de 2009

ANÁLISE SINTÁTICA

Dramática é a gramática que assassina a concordância e faz com que a vírgula, movendo-se não por compaixão talvez por distração, venha a ocupar errôneo lugar na frase agora escrita.

Oculto é o sujeito. Predicado de conjugação de verbo mais-que-perfeito não flexionado, sempre no infinitivo. Na teimosia de estar fazendo, sempre no gerúndio, o que não convêm.

Intrincado é o intrínseco significado da palavra. Verborrágica expressão do dizer na imperfeita simetria desta métrica claudicante.

Rabiscada está a figura de linguagem na retórica singular desta minha existência plural.

Deste meu eu poeta, sou paráfrase, metonímia, pleonasmo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

HEIN?

Para que?
O que!
De que...

Se que,
Do que,
Sem que!

Por quê?

à toa!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

INTERNA A MENTE

Já tentou fazer qualquer atividade que exija um pouco mais de concentração quando se está com um único desejo, sono?

Enquanto rascunho estas linhas meu cérebro parece divergir e dividir-se quase que literalmente entre dois pensamentos: pensar estas linhas e esticar meu corpo em linha. Tenho sono. Muito sono. Estou de noites mal dormidas já faz 2 dias.

A luta é feroz. Manter os olhos abertos agora parece demasiadamente difícil, tanto quanto segurar a caneta diante da sensação de uma mão leve, de um braço solto, de um ombro curvado, de um corpo relaxado.

Estou em um quarto de hospital na função que, de uns tempos para cá, parece que tem sido minha sina: acompanhar gente doente.

Lá fora o silêncio só é interrompido pelos passos da enfermeira em sua rotina de visitação, aferição, substituição e ministração; aos enfermos, dos sinais vitais, dos frascos de soro e da medicação, respectivamente.

Cá dentro, em mim, de mim, o barulho surdo das palavras e idéias é constante. Tragicômica dicotomia neste ambiente escuro sob a penumbra de um único facho de luz vindo do corredor pela porta entreaberta do quarto.